MOSTRA DE ANIMAÇÃO KATSUDO SHASHIN- IMAGENS EM MOVIMENTO - Santa Tereza Tem
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MOSTRA DE ANIMAÇÃO KATSUDO SHASHIN- IMAGENS EM MOVIMENTO

Sinopses

Momotaru Umi no Shinpei | O Deus dos Soldados do Mar (Diretor: Mitsuyo Seo / Ano: 1945 / Duração: 74 minutos/ Indicação etária: 10 anos)

Primeiro longa de animação produzido no Japão. Durante décadas pensou-se que o filme havia sido destruído durante a ocupação norte-americana no pós-guerra até que uma cópia na íntegra foi encontrada e restaurada em 2001.

Mitsuyo Seo, seu diretor, é um dos grandes pioneiros da animação nipônica e, antes do seu primeiro longa, havia realizado outros dois filmes de propaganda de guerra.

A pedido do Ministério da Educação do Japão, a série “Momotaru” foi encomendada para ser usada como propaganda ideológica baseando-se em um dos mais famosos personagens do folclore japonês, a lenda de Momotaru, oriunda do período Edo (1603-1868), que narra a história de um menino nascido de um pêssego gigante que parte de casa para salvar o Japão de uma horda de demônios.

O ministro da marinha japonesa, encantando com o longa da Disney, “Fantasia” (1940), encomenda a Mitsuyo Seo uma obra épica e musical onde Momotaru lidera um grupo de animais na preparação de um ataque para livrar uma ilha fictícia de colonizadores ocidentais.

Apesar das dificuldades técnicas, como som, dublagem e o difícil nível de sofisticação na tentativa de se aproximar de “Fantasia”, Seo consolida a apropriação do método de Walt Disney na feitura da arte da animação, fato que será de sumária importância para a consolidação da indústria de animação japonesa ao longo dos anos. Pela sua importância histórica, o filme “Momotaru Umi No Shinpei” é o último de uma trilogia temática das propagandas de guerra em que o personagem Momotaru é recorrente. Além de abrir a mostra, o filme será exibido pela primeira vez em uma sala de cinema no Brasil.

Momotaru no Umiwashi |As Águias Marinhas de Momotaru (Diretor: Mitsuyo Seo/1943/ 37 minutos/ Faixa etária: 10 anos

Entre 1942 e 1945, as primeiras animações mais sofisticadas, conhecidas como “filmes de política nacional”, ocuparam uma grande porcentagem do financiamento para o cinema japonês. “Momotaru no Umiwashi”, primeiro filme da série e que precede o longa “Momotau Umi no Shinpei”, tinha como público-alvo a população infanto-juvenil e se tornou extremamente popular.

O personagem Momotaru, fazendo um contraponto aos personagens mais conhecidos da animação mundial de origem norte- americana como Popey e Mickey lidera um ataque aeronaval, fazendo uma alusão à vitória japonesa de Pearl Harbor, em 1941, contra as tropas navais norte-americanas estacionadas no Havaí.

O filme de 37 minutos foi tão popular que Seo fez uma sequência de 74 minutos. A continuação se tornaria o primeiro longa-metragem animado nipônico. Por se tratar de uma propaganda ideológica voltada ao público infantil, a animação oculta a violência e as fatalidades de um dos confrontos mais significativos da Segunda Guerra Mundial.

Fuku Chan no Sensuikan |O Submarino de Fuku Chan (Diretor: Ryuichi Yokoyama e Isoji Sekiya 1944 /Duração: 37 minutos / Faixa etária: 10 anos

Além da influência de Walt Disney em muitas animações do período da Segunda Guerra, os diretores Ryuichi Yokoyama e Isoji Sekiya, assim como Mitsuyo Seo e outros cineastas fomentados pelo Ministério da Marinha do Império japonês, assistiram a inúmeros documentários de guerra para criarem planos e sequências realistas para as cenas de ataque presentes em seus filmes.

Apesar da história se passar em um ataque iminente, a animação traz o carácter documental e frívolo do cotidiano de uma tripulação de marinheiros em um submarino. O personagem Fuku Chan se tornaria posteriormente um mascote usado em outros contextos e filmes de animação. Trata-se de uma das animações em que claramente o inimigo principal, os EUA, são mostrados como os grandes antagonistas do Japão durante a Segunda Guerra Mundial.

Kujira | A Baleia /Diretor: Noburo Ofuji / Ano: 1952 / Duração: 9 minutos/ Indicação etária: 12 anos

Um dos filmes pioneiros do Japão do consagrado diretor de cinema de animação experimental Noburo Ofuji. Inspirado pelos filmes da animadora alemã Lotte Reiniger, cujos filmes foram ostensivamente exibidos no Japão pré-guerra, Ofuji mescla as tradições do teatro de sombras chinesas e colagens em papel (Chyogami) com as técnicas expressionistas alemãs para narrar o trágico destino de uma mulher que tenta sobreviver ao naufrágio de um navio e à misteriosa aparição de uma baleia.

Namakegitsune |A Raposa Preguiçosa / Diretores: Sanae Yamamoto / Duração: 11 minutos / Ano: 1941/ Faixa etária: 10 anos

De maneira similar à fábula ocidental “A Cigarra e da Formiga”, a raposa, animal que faz parte do imaginário nipônico por sua esperteza e dons mágicos, passa a primavera desocupada enquanto uma família de guaxinins trabalha para se precaver dos revezes do inverno. Encomendado pelo Ministério da Propaganda e Educação Japonês para incentivar o trabalho em equipe nos tempos de guerra, a animação já aponta para o estilo contemporâneo dos animes e mangás conhecidos como mecha (robôs). Nesta história os animais se transformam em máquinas para cumprirem seus objetivos dialogando com o ambiente maquínico e bélico da Segunda Guerra Mundial.

Kyodai koguma | Os Três Irmãos Ursos / Diretor: Sanae Yamamoto / Ano: 1932 / Duração: 11 minutos / Faixa etária: livre

Nesta paródia sobre a ocupação do Japão pelo Ocidente, incidente ocorrido durante a Era Meiji (1867-1912), uma mãe ursa vive harmoniosamente com seus três filhotes em uma caverna. A mãe permite que os filhotes saiam para praticar o seu esporte preferido: o sumô. Enquanto brincam, eles avistam dois caçadores e ficam fascinados com o fato desses andarem apenas com duas pernas. Preocupada com a notícia, a mãe ensina os filhotes a andarem eretos para não serem confundidos com outros animais. A animação traz uma crítica implícita às da Warner Bros., bastante difundidas nessa época, onde animais estão sempre correndo de seus caçadores, além do choque cultural causado pela ameaça violenta do império norte-americano ao país no início do século 20.

Arichan |A Formiga / Diretor: Mitsuyo Seo / Ano: 1941 / Duração: 11 minutos / Faixa etária: livre

Assim como outros filmes produzidos nos anos de 1939 a 1945, esta animação faz parte de uma leva de obras produzidas com propósito educativo e para propaganda de guerra. Uma formiga encontra um violino e começa uma peregrinação se divertindo com o instrumento que na verdade pertencia a outro animal. Novamente o recurso da fábula moral é usado como admoestação contra o conhecido ditado “achado não é roubado”. Neste curta, assim como os de outros diretores que iniciam suas produções no período, grande parte da técnica e montagem da narrativa é inspirada pelos filmes do animador Walt Disney, que até hoje têm distinta importância no Japão.

Ahiru rikusentai |A Infantaria dos Patinhos / Diretor: Mitsuyo Seo/ Duração: 11 minutos / Ano: 1941 / Faixa etária: livre

Dirigido por Mitsuyo Seo, artista fortemente influenciado pelas animações da Disney e autor do primeiro longa de animação nipônico, “Momotaru Umi no Shinpei”, Ahiru conta a história de uma guerra entre animais que dividem um mesmo ambiente: uma lagoa. Um pequeno patinho marinheiro é molestado por uma tropa de sapos, incidente que engatilha um conflito entre as espécies.

O patinho, claramente uma paródia do Pato Donald, junto aos seus superiores, tenta organizar uma tropa para retaliar a humilhação. A guerra termina com um desfecho surpreendente, em que alguns críticos afirmam que a animação profeticamente aponta para o fim da Segunda Guerra Mundial com uma arma antes nunca vista, o que de fato acontece em Hiroshima e Nagazaki com o bombardeio atômico de 1945.

Kastura Hime |Princesa Katsure / Diretor: Noburo Ofuji / Ano: 1937/ Duração: 2 minutos / Faixa etária: livre

Considerada a primeira animação em cores do Japão e criada pelo mestre Noburo Ofuji, em princípio a obra parece uma precária animação com a temática de uma donzela em perigo. Com apenas dois minutos de duração, o filme já mostra o diferencial do Ofuji na construção de planos e contraplanos usando colagens. Este pequeno curta é complementado pelo filme “The Making of Color Animation” (“Como fazer uma animação colorida”), realizado por Noburo em parceria com Shingeji Ogino, outro precursor das primeiras animações japonesas mais complexas e que integra a programação da mostra.

The Making of Color Animation |Como Fazer uma Animação em Cores / Diretor: Noburo Ofuji e Shingeji Ogino / Ano: 1937 / Duração: 5 minutos Faixa etária: livre

Trata-se do making off do filme “Katsura Hime” (“Princesa Katsura”), de Noburo Ofuji, feito em parceria com Shingeji Ogino, e realizado no mesmo ano do curta animado. Para além de um filme em cores, há apenas uma trilha sonora e intertítulos em Kanj i(um dos tipos de escrita usados no Japão), em que Ogino registra o processo de criação da primeira animação em cores nipônica.

Kokoro no chikara |Força de Vontade / Diretor: Noburo Ofuji / Ano: 1931/ Duração: 18 minutos / Faixa etária: livre

Chyogami Movies é a técnica pela qual Noburo Ofuji se tornou conhecido ao fazer animações com colagens em papel com estamparias usadas no background de suas primeiras obras por meio de uma tradição pictórica tradicionalmente japonesa. “Kokoro no Chikara”, o mais longo curta-metragem deste diretor no período pré-guerra, conta a história de um herói covarde que, com ajuda de um esperto gato e um cãozinho, consegue se apossar de um amuleto para salvar uma princesa raptada de um castelo. Alguns destes personagens estarão presentes em outros trabalhos de Ofuji.

Kokka Kimigayo |Kimigayo / Diretor: Noburo Ofuji / Ano: 1931 / Duração: 3 minutos e 17 segundos / Faixa etária: livre

Kimigayo é um hino usado oficialmente pelo Império do Japão entre 1868 e 1945. Em “Kokka Kimigayo”, Noburo Ofuji executa sua primeira obra de animação que aponta para a mescla entre as técnicas do teatro de sombra chinesa e a influência das obras da animadora alemã Lotte Reiniger. O filme pode ser considerado um dos precursores do conceito de videoclipe, pois, a partir do hino, Ofuji constrói imagens com signos emblemáticos do império japonês, usando intertítulos da letra da canção oriunda de um poema do período Heian (784-1184). Atualmente, o hino caiu em desuso por remeter ao período fascista japonês.

Yuurei Sem |O Navio Fantasma / Diretor: Noburo Ofuji / Ano: 1956 / Duração: 11 minutos / Classificação: 14 anos

Existem inúmeras versões dentro da história da animação japonesa sobre a lenda do Navio Fantasma, também conhecida como a do “O Holandês Voador”. Presente no imaginário de marinheiros desde o século 17, ela se refere a um navio fantasma, condenado a vagar pelos mares até o fim dos tempos. Desde seu surgimento, inúmeras versões dela foram contadas e adaptadas para diferentes mídias. Já com seu

estilo expressionista consolidado, Ofuji realiza sua versão poética dessa história usando sua assinatura estilística após a década de 1940, em que silhuetas e ondas se misturam musicalmente de maneira trágica. A obra foi exibida postumamente no Festival de Cinema de Cannes, em 1965.

Ningyo | A Sereia / Direção: Osamu Tezuka / Ano: 1956 / Duração: 8 minutos / Classificação: livre

Conhecido como pai do mangá/anime de estilo contemporâneo, Osamu Tezuka (1928- 1989) é certamente um dos mais famosos e consolidados diretores de animação e quadrinistas do mundo. Cultuado, não somente no Japão, Tezuka é responsável pela familiaridade que atualmente temos com esta arte, assim que a vemos sob nossos olhos, quando relembramos personagens como Astro Boy e A Princesa e o Cavaleiro. Antes de colocar a animação japonesa no circuito mundial e romper, em certo nível, com a influência ocidental, Tezuka realizou diversos filmes tanto em cinema experimental quanto em animação. No curta “Sereia”, o mestre dos mangás anima sua versão da “Pequena Sereia”, de Hans Christian Andersen, com um estilo diferente pelo qual se consagrou.

Souseiki |Genesis

Direção: Osamu Tezuka

Ano: 1968

Duração: 03 minutos

Classificação etária: 18

Muitos dos filmes experimentais de Osamu Tezuka, principalmente os produzidos na década de 1960, são fortemente influenciados pelo erotismo e pelo nonsense experimentalista do cinema desta década. Em “Genesis”, Tezuka traça sua versão da origem da vida tendo o Japão como o cenário. Uma Eva, distante de evocar estereótipos, vivia feliz até o aparecimento de seu companheiro que vive entediado com a natureza. Invertendo a lógica da narrativa bíblica, esse curta bem-humorado coloca a culpa no homem pelo mal-estar da civilização quando, por conta própria, prova do fruto de uma árvore.

Memory | Memória

Diretor: Osamu Tezuka

Ano: 1968

Duração: 5 minutos e 41 segundos

Faixa etária: 16 anos

Teria Osamu Tezuka, ao lado de outros animadores como Stan VanDerBeek, influenciado as animações do diretor Terry Gilliam, famosas no seriado “Monty Python Flying Circus”, do coletivo de humoristas ingleses, exibido durante os anos 1970? Tezuka nunca foi citado por Gilliam, como VanderBeek foi, mas, nesta animação com inspirações e técnicas dadaístas (colagens e assemblages) misturadas às técnicas tradicionais de animação, o diretor cria uma narrativa nonsense em que um homem questiona filosoficamente o sentido da memória.

Male |Macho

Diretor: Osamu Tezuka

Ano: 1962

Duração: 03 minutos

Faixa etária: 16 anos

Assim como suas demais produções experimentais, criadas nos anos 1960, Tezuka interpõe surrealismo e erotismo em meio às divagações de seus personagens. Nesse curta, um homem é atormentado em consciência por um casal de gatos que o questionam sobre suas ansiedades sexuais. Essas produções experimentais marcam o nascimento de seu estúdio independente, o Mushi Productions, em que o diretor já conhecido mundialmente por suas produções mais comerciais, como “Astro Boy”, dava vazão ao ambiente de experimentalismo e psicodelia e a influência do cinema noir, comuns nesse período.

New Treasure Island / A Ilha do Tesouro

Direção: Osamu Tezuka

Ano: 1965

Duração: 57 minutos (?)

Faixa etária: 10 anos

Baseada no clássico “A Ilha do Tesouro”, escrito pelo escocês Robert Louis Stevenson, a versão animada de Osamu Tezuka foi feita especialmente para a TV e foi também a primeira produção criada no formato de longa da Mushi Poductions. Diferentemente da versão em mangá publicada em 1947, quando Tezuka tinha 19 anos, os personagens desse filme são substituídos por animais antropomorfizados, inspirada nas animações de Walt Disney. Como no livro, o velho capitão do mar, Billy Bones, um urso que descobre um mapa para um tesouro e sai em busca dele na companhia de Jim Hawkins, que nessa versão, feita em preta e branco, é um coelho.

Yasashii Lion |O Leãozinho Gentil

Diretor: Osamu Tezuka

Ano: 1969

Duração: 27 minutos

Classificação: 12 anos

O média-metragem é uma versão animada do livro do artista Yanase Takashi (1919- 2012), que mostra a amizade entre uma cadela, Muku-muku, que perdeu seu filhote, e o leãozinho Buru-buru, que perdeu sua mãe. Embora Osamu Tezuka planejasse criar uma série musical animada inteiramente para esta história focada nos sentimentos da mãe cachorra e do leão bebê, esta produção não foi continuada. Ainda que o filme tenha como base uma narrativa mais tradicional, percebe-se uma forte influência dos filmes da Disney, de quem Tezuka era grande fã, mesmo que a animação tenha traços mais experimentais.

Tenrankai no E | Quadros de uma exposição

Diretor: Osamu Tezuka

Ano: 1966

Duração: 32 Minutos

Faixa etária: 12 anos

Inspirado pela suíte “Quadros em uma exposição”, de Modest Mussorgsky (1839-1881), um dos maiores compositores da música clássica russa, cuja composição homenageia o pintor Viktor Hartmann (1834- 1873), Osamu Tezuka parte da música clássica russa para satirizar personagens, criando uma exposição de quadros com heróis e profissões estereotipadas da civilização contemporânea. O trabalho mescla imagens reais com animações, recurso constantemente usado por Tezuka nesse período.

Senya Ichiya Monogatari |As Mil e Uma Noites

Diretor: Eiichi Yamamoto

Ano: 1969

Duração: 128 minutos

Faixa etária: 18 anos

Escrito e produzido por Osamu Tezuka, essa versão do clássico da literatura árabe “As Mil e Uma Noites”, foi pensada para o público adulto e realizada pelo diretor Eiichi Yamamoto, diretor do polêmico “Kanashimi no Belladona” (“Belladona of Sadness”), filme baseado na obra sadística “A Feiticeira”, do filósofo Jules Michelet, livro no qual o francês conta a história da caça às bruxas na Europa Medieval. Assim como a trilogia erótica do diretor italiano Pier Paolo Pasolini, que reúne os “Contos de Canterburry”, “Decameron” e sua própria versão de “As mil e uma noites”, essa animação é a primeira parte da trilogia de animações eróticas conhecidas como Animerama (アニメラマ), produzida pelo estúdio Mushi Production e por Osamu Tezuka na década de

1970, que conta com outros filmes como “Cleópatra”, de 1970, e delineia futuramente o estilo polêmico de Eiichi Yamamoto.

Kureopatora | Cleópatra

Diretor: Osamu Tezuka e Eiichi Yamamoto

Ano:1970

Duração: 112 minutos

Faixa etária: 18 anos

Continuação da trilogia dos Animeramas, nessa adaptação sobre a lendária rainha do Egito, o roteirista Shigemi Satoyoshi transporta a personagem histórica para uma ficção científica erótica. No filme, três viajantes do futuro embarcam numa máquina do tempo para a época de Cleópatra e do Egito ocupado por Roma. Longe das guerras políticas e enredos complicados como os de outras adaptações da vida de Cleópatra, os personagens são envolvidos dentro de uma trama psicodélica e cheia de erotismo.

Aru Machi Kado no Monogatari | Histórias de Uma Esquina

Diretor: Osamu Tezuka

Ano: 1962

Duração: 38 minutos.

Classificação: Livre

Um dos primeiros filmes independentes do diretor, neste média-metragem em animação, cartazes pregados nas paredes de uma rua silenciosa narram suas próprias histórias enquanto uma guerra ameaça irromper e destruir a rua. Nessa obra, o diretor enfatiza os cenários dando a mesma ênfase a humanos, animais, plantas e adota uma postura xintoísta (religião japonesa caracterizada pela adoração das forças da natureza) de que objetos inanimados como por exemplo os cartazes da rua possuem uma essência vital.

Cigarrettes and Ashes/ Cigarros e Cinzas

Direção: Osamu Tezuka

Ano: 1965

Duração: 3 minutos

Faixa etária: 18 anos (porque tem um galo fumando)

Muito antes de “Fuga das Galinhas”, a Mushi Productions criou uma obra animada onde galinha planeja uma rebelião para fugir de um galinheiro. Apesar de ter a mesma inspiração, o filme de duração de apenas três minutos inspirou os animadores de “Fuga das Galinhas”, fato que pouca gente sabe. O roteiro do filme é baseado clássico de 1963, “Fugindo do Inferno”, onde o ator Steve McQueen interpreta o fugitivo de um campo de prisioneiros alemão durante a Segunda Guerra Mundial.

Panda Kopanda | As Aventuras de Panda e Seus Amigos

Diretor: Isao Takahata/ Hayo Myazaki

Ano: 1972

Duração: 38 minutos

Faixa etária: livre

Criado por Hayo Myazaki, futuro criador dos estúdios Ghibli enquanto ainda trabalhava na Toei Animation (maior estúdio de animação do Japão até os dias de hoje), essa animação deu início a popularização dos ursos Pandas como mascotes e se tornaram febre no Japão. Sua protagonista Mimiko é comparada à famosa personagem Pipi Meia Longa, da escritora sueca Astrid Lindgren, e alguns críticos afirmam que o filme possa ter inspirado a escritora. Outra característica interessante é que o panda, companheiro de aventuras de Mimiko, é considerado uma espécie de precursor de alguns personagens de Myazaki, como Totoro, do filme Meu vizinho Totoro (1988). No enredo, Mimiko vive com a avó que a deixa sozinha durante alguns dias, um panda bebê e seu pai aparecem em sua porta. Vivendo como uma família na companhia dos ursos, a menina passa vivenciar dias extraordinários, até um policial local aparecer.

Ie Naki Ko | Remi, o Garoto Abandonado

Diretor: Osamu Dezaki

Ano: 1977

Duração: 91 minutos

Faixa etária: livre

“Nobody’s Boy: Remi” é uma série de anime japonesa produzida pela Tokyo Movie Shinsha. A história é baseada no romance do escritor francês Hector Malot, Sans Famille (1878), e se passa na França. Um garoto trabalha junto a um grupo itinerante de jogadores de carteado. Remi vive em condições precárias na esperança de ganhar dinheiro e rever sua família adotiva novamente. A série que na mostra será exibida em episódios, fez grande sucesso durante o fim da década de 1970 e início dos anos 1980 fora dos circuitos asiáticos, quando os animes já haviam estabelecido características próprias. A série “Remi” ajudou a consolidar o estúdio Madhouse, um dos grandes produtores do mercado

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