ARTIGO: COMO APROVEITAR O ESPAÇO DO MERCADO SANTA TEREZA – UMA SUGESTÃO - Santa Tereza Tem
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ARTIGO: COMO APROVEITAR O ESPAÇO DO MERCADO SANTA TEREZA – UMA SUGESTÃO

Noticia_34Existem dezenas de sugestões e ideias. Cada uma com seu conteúdo, suas vantagens e desvantagens, seus bônus e seus ônus. Pois aqui vai mais uma. Em primeiro lugar, quero ressaltar que a possibilidade de parceria com a FIEMG/SENAI deve sempre ser levada em consideração. São instituições sérias, respeitadas e com importantes serviços prestados a Minas Gerais. Pode-se não concordar com as posições político/ideológicas da FIEMG, mas ignorar sua relevância no contexto estadual é – para dizer o mínimo – bobagem.  Temos, hoje, a proposta de uma escola do SENAI. Para nós ainda é proposta, porque não votamos, não decidimos e não aceitamos que ninguém faça isso por nós ou nos empurre, goela abaixo, decisões que não tomamos.  O que sabemos, e isso é importante, é que Escola do SENAI é, sempre, sinônimo de qualidade, seriedade e de ensino de qualidade. Vamos partir desse princípio. Escola é bom. MAS – há sempre um “mas” – há escolas e escolas. Uma escola automotiva do SENAI, em Betim ou Sete Lagoas, próximas às unidades da Fiat, tudo a ver. A mesma escola, em Santa Tereza, nada a ver. Qual a ligação do bairro com escola “automotiva”? – Nenhuma, né? Por outro lado, escolas do SENAI (notem o “escolas”, no plural), para a formação de profissionais do ramo de bares e restaurantes – cozinheiras e auxiliares de cozinha, garçons e comins, administração e/ou gerência desse tipo de empreendimento, até formação de profissionais da rede hoteleira, como camareiras, arrumadeiras, porteiros de hotéis – no bairro Santa Tereza, tudo a ver! É a nossa vocação! E uma escola de inglês e espanhol, com curso pensado exclusivamente para garçons e atendentes de bares, restaurantes e hotéis? Um item da ADE – escolas não podem ter mais de 400 m². A área do Mercado tem 6.000 m². Então, a escola automotiva, que utilizaria todos os 6.000 m² e mais alguma coisa, totalmente inviável, certo?  Mas, e três ou quatro escolas, cada uma com menos de 400 m²? – Uma para Cozinheiro(a)s e Auxiliares de  Cozinha; uma para Garçons e Comins; uma para Arrumadeiras e Camareiras de Hotéis; e uma para gerentes de nível técnico de bares e restaurantes?  Nas áreas que ficariam livres, bares e restaurantes (devidamente licitados ou convidados) que poderiam ser locais de “estágio prático” dos cozinheiro(a)s e auxiliares, dos garçons e comins? Heim? – Seria uma boa ideia? Um local para apresentações artísticas (música, pintura, artesanato, teatro, e outras manifestações culturais em que somos pródigos), próximo aos barzinhos, aos restaurantes? – Os alunos de Gerência poderiam aprender essa atividade e colocá-la em prática quando estiverem trabalhando.  Nesse local, durante os dias, as crianças do bairro poderiam passear ou até frequentar escolinhas. Que tal uma UMEI da prefeitura, onde as mamães e papais santaterezenses pudessem deixar suas crianças enquanto trabalham?  A ideia não está completa. E é apenas uma ideia. Para ser discutida, conversada, ampliada ou reduzida. Só algumas coisas são “imexíveis”:    • O Mercado Santa Tereza é dos santaterezentes e vai continuar sendo. • As atividades que existiam lá, antes, deveriam poder voltar. • A ADE Santa Tereza é “imexível”. Tem que ser integralmente respeitada. • Respeitamos a Prefeitura e seus órgãos técnicos, a FIEMG, o SENAI. Mas exigimos ser respeitados da mesma maneira. Vamos nos assentar, tomar um chopinho ou um suco, conversar e nos entender. A gente tem capacidade para isso, não tem?     Marco Antônio Vale é jornalista, morador de Santa Tereza e colaborador do Santa Tereza Tem.
 

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